sábado, 7 de março de 2009

Dia Internacional delas.


No inicio era muito fácil, ninguém era de ninguém, dentro de uma poça com algum líquido com sabe se lá que tipo de substâncias. Todo o mundo era ameba, que surgiram do nada e iam se multiplicando, multiplicando, até não ter espaço para todo o mundo. Algumas então saíram para a água e viraram peixes. Mas sabe como é, peixe fica ali, elas colocam os ovos e eles vão lá e fecundam os referidos. Não havia assim maiores atrativos. Alguns se encheram daquela vida molhada e resolveram sair pra terra. Viraram répteis. Tudo sangue frio, exotérmico, endotérmico, sei lá, não entendo de biologia. Mas também não deu nada, esse negócio de ficar lagarteando não ta com nada. Aí alguns mais ousados resolveram subir nas árvores e aí viraram macacos. Aí o bicho começou a pegar, sabe como é, as macaquinhas entraram numas de faze algumas exigências e a macacada começou a ter que fazer malabarismo. Começavam os sacrifícios pra ganhar elas. Os caras tinham que ser os mais fortes, tinham que ir mais alto nas árvores, fazer as melhores acrobacias e tudo o mais pra conquistar as macaquinhas. Aí uma turma encheu o saco de andar de galho em galho, de pular pra lá e pra cá e resolveu descer das árvores, ver o mundo sob outra perspectiva, em pé. Não mudou muita coisa, mas ficou um pouco menos complicado. Não eram mais necessárias todas as macaquices. Era só pegar um tacape, dar na cabeça delas e arrastar pra dentro da primeira caverna e mandar ver. A evolução, que nos salvou, começou a criar problemas. Os direitos humanos encheram o saco e os tacapes foram abolidos mas, tudo ainda era liberado. Os vikings, por exemplo, em nome de Thor, Odin e outros deuses invadiam a Inglaterra, matavam os guerreiros, estupravam e as vendiam como escravas e tudo o mais. Só que os padres, os cristãos, e outros beatos achavam esse método muito pouco romântico e os vikings foram vencidos ou se retiraram pra ficar com suas loiras ali pela Dinamarca e outros países nórdicos sem ter muito trabalho e já mais comportados. Depois teve um período negro. Elas não podiam fazer nada que eram queimadas como bruxas. Bem, os caras da época não eram lá muito chegados, preferindo usar roupas cheias de babados, perucas, pinturas, e sapatinhos meio, meio.. bem, meio vocês sabem. Mas como o câncer evolui, a história não ficaria pra trás e elas começaram a fazer exigências, tipo votar. Deu no Lula, mas tudo bem. Nem elas são perfeitas. Veio a geração rock n roll e era só usar uma jaqueta de couro e pronto. Tinha uma chuva delas na sua mão. A Mary Quant nos liberou partes impensadas e o primeiro beijo no cinema deixou toda uma geração boquiaberta. E no cinema, Gilda, bem Gilda era indescritível. Mas os problemas continuavam, claro. Com toda essa repressão, esse sofrimento desde tempos imemoriais, elas continuavam exigindo flores, jantares, jóias e outros produtos típicos. Sem contar que virar pro lado e dormir depois daquela transa maravilhosa até hoje é considerado desprezo. Quando inventaram a pílula o negócio ficou mais liberal. Elas experimentaram e gostaram desse negócio de sexo sem compromisso, sem filhos, sem perigo. Mas junto com a pílula que liberou geral, certamente criaram os psicólogos que inventaram a tpm e outras crises neo-existenciais e suas conseqüências terríveis para a quarta-feira e domingos. Na hora da final do campeonato alagoano, por exemplo, transmissão para todo o Brasil, se acende nelas um mecanismo automático de discussão da relação. Não interessa se o seu time joga pelo empate, está perdendo por um a zero e tem um pênalti a favor aos quarenta e oito do segundo tempo. Ela vai lá e desliga a TV e diz que você não liga pra ela. Mas o pior ainda estava por vir. Sinais tipicamente masculinos como barba de três dias, coçar o saco, repetir a cueca quatro vezes na semana, chamar a vizinha de gostosa estavam com os dias contatos. Começou um papo de metrosexualismo e o cara tem que tomar banho três vezes ao dia, usar um creme para a bochecha direita, outro para a esquerda, outro para a testa e outro para as mãos e outro para sei lá mais o que virou obrigação. As roupas tinham que ter uma marca, famosa, claro, e custar o olho da cara. Ah, e perfumes e um shampo para cada banho, acompanhados de um creme para revitalização, outro para as pontas e outro para proteção dos raios solares. E visitas semanais ao instituto de beleza para fazer unhas, pés, mãos, bases para restauração, acrílicos brilhantes e outros esmaltes de natureza duvidosa. Tudo isso só por um sexozinho sem frescura. Agora parece que elas estão voltando às origens e dispensaram os metro. Querem mesmo é um macho que as pegue no colo, deitem-nas no solo e as façam mulher. Bem Vando. Ou seria Agepê? Sei lá. Só sei que já me alonguei de mais e seja lá o que for que elas exigirem eu vou tentar fazer a minha parte pois, como diria aquele filósofo contemporâneo, melhor que uma, só duas. Ou mais. Quer dizer, não me vem com a Dilma Roussef e a Hebe Camargo. Aí pega pra ti.

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