Tiê gurizada, seguintxê. Se desenterrarem as lanças farroupilhas, me avisem que eu to dentro. Se estiverem a fim de fazer um som gaudério, tô dentro. Se quiserem comer um churrasco, tô dentro. Usar bombacha? Tô dentro. Cultivar as tradições? To dentro.
Mas me inclui fora dessa de achar legal ir pra avenida assistir desfile. Báh, sem condições psicológicas. Tem gente que desfila em dois piquetes. E tudo a mesma coisa. Um monte de animal desfilando e outros tantos olhando. O que tem de neguim fantasiado de gaúcho não tá no gibi. E os caras que desfilam em cavalo de carroça? Os bichos com a cabeça se arrastando no chão. É gente de chapéu, bota, espora. É gente de espora chapéu e bota. Tudo japonês. Tudo a mesma coisa. E as prendas com uns vestidos que se bobear cobre até as pata do animal. O aninal que ela monta, não o que ela namora, que fique bem entendido. E outras de bombacha, vi uma de camiseta de jogo de polo. Mais por fora que traseiro de índio. O desfile inicia e três horas depois é tudo a mesma coisa. Gaúchos autênticos e fantasiados. Teve um que afrescalhou geral Encheu o chapéu de botonzinhos com motivos riograndenses. Parecia uma árvore de natal aquele troço. Pitz. Bueno. Viva o Rio Grande, mas me inclui fora de gostar de ver desfile.
Nenhum comentário:
Postar um comentário