segunda-feira, 21 de julho de 2008

Poema da Chuva. (com análise crítica)


A chuva lá fora
parece até
um monte de tornêra
Vou me molhar
Que bixêra!
E mais um dilema
a foto ficou
maior do que o Poema.


Bem, inicialmente o poeta quis dizer que estava chovendo em Uruguaiana City. E que ele vai ter que sair pra fazer alguma coisa, comprar pão, na farmácia. A analogia com torneiras é provocativa pois evoca o preço da água e os problemas ambientais do futuro e do presente. Do passado não pois o que passou passou. E o poeta também se sentiu diminuido devido à intensidade da chuva. O tamanho da foto é só uma metáfora pra falar da quantidade de água que caiu. Até o poema se sentiu diminuido. Diminuido no sentido de tamanho, não de conteúdo até por que o poeta perdeu o medo da chuva pois a chuva voltando pra terra tras coisas do ar. Isso é bem Raul Seixas, que o autor é fã declarado. Resumindo, um grande poema que mostra toda a alma do autor e sua sensibilidade poética e que nos dá uma visão do que é realmente um dia de chuva.

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