sábado, 28 de junho de 2008

Copa de 58: Brasil x País de Gales.

Esse jogo. Ah, esse jogo. Bem, seguinte, nesse jogo, deveriam fazer uma edição. Pegar todo o tempo de jogo. Do primeiro ao último minuto. Tirar todas as imagens, todas as narrativas e ser colocado o gol do Pelé. O gol do Pelé, O gol do Pelé. E assim, indefinidamente. Todo o tempo do jogo deveria se resumir ao gol do Pelé. Todo o dinheiro dos ingressos deveriam ser devolvidos para quem esteve no estádio. E todos deveriam assinar uma promissória de cinco bilhões de dólares e ainda assim não pagariam aquele gol do Pelé. Se eu acreditasse em Deus eu diria que não foi o Pelé que fez aquele gol, mas algum Deus do futebol que estava pasando por ali, naquele momento. Ou seria o negãozinho o próprio Deus negro do futebol? Não, não, nada de divindades. Aquilo foi humano, essencialmente humano, necessariamente humano. Dezessete anos. Só mesmo um moleque pra fazer aquele gol. Aquilo não se faz. É covardia. Na várzea seria inadmissivel. Mas era na copa do mundo. E era brasileiro. E era Pelé. Ninguém mais que Pelé. Bem, o vídeo tá aí. Quando alguém for chamar um jogador de craque deveria ver esse vídeo antes. Não vai cometer tar acinte. Pelé. The King.

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