sexta-feira, 16 de maio de 2008

Picadinho inesperado

Em dia incerto e pelo final da tarde eu e Túlio, Túlio e eu. De bobeira. Dinheiro pra não mais do que duas cervejas. Entramos no bar. Para ser atendido era preciso ir lá no balcão, lá no fundo do bar. Fomos lá pegamos uma e achamos uma mesa lateral que não podia ser vista pelo dono do bar. Conversamos sobre alguma coisa tipo a relevância da arte nordestina no contexto histórico da ação renovativa cultural brasileira. Ou seja: abóboras. Bebericando devagarinho para não ter que sair logo. Chegam dois casais. Entram no bar,. Pegam duas cervejas e sentam, em uma mesa diagonal a nossa. Em alguns minutos um dos rapazes vai lá dentro e volta com um prato sobre o qual repousa uma montanha de picadinhos: salame, queijo, uns biscoitinhos, pepino e outros troços que não lembro. Era uma travessa lotada. Continuamos nosso papo furado já que a cerveja ia ser pouca mesmo e sóbrio não tem muito o que se discutir. Nem futebol. Pois bem, foi o picadinho chegar, o que tinha ficado na mesa comentou alguma coisa, os casais se olharam, levantaram e saíram. Olhamos eles pegando o carro. Foram embora. Bem, seguintxi: sorrisinho maroto, uma olhada para o lado. Nem tocaram no picadinho. O Túlio levantou. Ou fui eu. Não importa. O negócio é que pegamos aquele picadinho, intacto, virgem como alguém nascido no dia do soldado. Cara desceu legal, salame, queijo, cervejinha gelada. Foram duas cervejas espetaculares. E o salgadinho virou quase uma janta já que foi no final da tarde. Quando o dono do bar apareceu só dissemos: - Nossos amigos tiveram que sair e deixaram o picadinho pra nós!

Não sei pra onde nem o que aqueles dois casais foram fazer, mas seja lá o que for, tomara que tenha sido muito legal mesmo.

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