
A Audrey Hepburn, nem era pra fazer esse filme. Truman Capote queria que fosse a Marylin, mas o dindin para trazer a loira de outro estúdio era bem salgadinho. Tentaram ainda a Kim Novak , mas para felicidade geral da nação foi a Audrey mesmo. Ainda bem. Ninguém poderia ter encarnado melhor a garota de programa que queria achar um cara rico. O que mais me impressiona é que elas nunca querem achar um cara pobre. Um dia isso muda. Não sei quando nem como. Só que, no cinema, ou na literatura (nunca na vida real), elas acabam se cruzando com um cara pobre ou marginal, ou um maldito. E, é claro, se apaixonam. Só que a bonequinha achou um cara que, alem de pobre, era sustentado por uma outra. Complicou geral. No final tudo dá certo (não ia mais usar essa frase... ). No cinema sempre dá certo. Até quando dá errado, dá certo. Pena que o filme sempre perde algumas particularidades. Na obra prima do Trumam Capote (entre outras) a personagem seria bissexual, mas no cine, nessa época, não rolaria nada mais ousado. Bem gurizada medonha. Esse vestidinho preto e essa cigarrilha aí. Alguém desaprovaria nos anos sessenta ?
Se desaprovarem é só ir lá e dar uma olhada nela, cantando Moon River. Vão mudar de idéia na hora.
2 comentários:
O interessante na filmagem é que nunca vi um violão produzir tantas notas e variações com uma mesma posição dos dedos da mão esquerda e o mesmo movimento de passar a mão direita nas cordas. O mais espantoso de tudo é que este violão devia ter levado um Oscar... hahahahahahaha
Viu? Entrei no teu blog...
Ricardo
pronto... daqui a pouco vão estar trocando os orkuts também... blaarghh
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